Fechar menu
Giro ItabunaGiro Itabuna

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    O que há de novo

    Impactos e Riscos para o Agronegócio

    maio 24, 2026

    Mmotociatas não estão nos planos de Flávio Bolsonaro – 24/05/2026 – Painel

    maio 24, 2026

    ‘Quem Ama Cuida’: Romulo Arantes Neto se despede de Pituxo – 23/05/2026 – Televisão

    maio 24, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Anunciar
    • Contato
    • Política de Privacidade
    • Termos De Uso
    Giro ItabunaGiro Itabuna
    • Início
    • Cultura
    • Beleza
    • Saúde
    • Política
    • Fofocas
    Giro ItabunaGiro Itabuna
    Home » Guiana oferece terras de graça aos produtores brasileiros
    Saúde

    Guiana oferece terras de graça aos produtores brasileiros

    AGENCIA CAFPor AGENCIA CAFabril 20, 2026Nenhum comentário8 minutos de leitura0 Visualizações
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegrama Tumblr E-mail
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    País novo-rico graças à exploração de enormes reservas petrolíferas em alto-mar, a Guiana elegeu a agricultura um setor estratégico e prioritário para os próximos anos — e, para isso, sonha com a parceria de produtores brasileiros. Como diferencial, o governo guianense oferece terras de graça aos agricultores, exigindo apenas que sejam cultivadas. O “match” perfeito, contudo, ainda não aconteceu.

    Até agora, foram poucos os parceiros dispostos a aproveitar o potencial inexplorado de 300 mil hectares para cultivo de grãos como milho e soja. Não há entraves ambientais: o plantio ocorrerá em áreas de savana (como o Cerrado brasileiro ou o Lavrado de Roraima), sem tocar nos 86% do território cobertos por floresta.

    “Isso aqui é outro mundo, é oportunidade única. Fui chamado de louco quando vim para cá. O que me convenceu foi a facilidade que temos para trabalhar, não há tantos empecilhos em questões ambientais”, conta o paranaense Emílio Araújo, criado em Rondônia e empreendedor no Amazonas.

    Araújo deixou Manaus após enfrentar seguidos entraves ambientais no governo Lula. Em apenas três safras no país, expandiu sua operação de 500 hectares para 4 mil, em sociedade com um produtor guianense.

    Idioma e falta de georreferenciamento ainda são entraves

    As dificuldades, porém, começam pela barreira do idioma — a Guiana é o único país sul-americano de língua inglesa — e passam pela ausência de um mapa georreferenciado das terras agricultáveis, pela falta de análises pluviométricas e por uma formatação ainda incipiente do modelo de parceria proposto pelo governo guianês.

    A rodovia de 680 km que ligará Lethem, na fronteira com o Brasil, ao porto de Georgetown, avança rapidamente, mas ainda faltam 400 km de asfalto, obra que deve levar de três a quatro anos.

    Para atrair produtores, a Guiana oferece concessão de terras por períodos de até 99 anos, renováveis e sem custo. O interessado precisa apresentar um projeto e arcar com investimentos em operação, máquinas, sementes e insumos.

    “Eles não querem ‘lisos’ por lá, quem chega sem um centavo no bolso, pega terra, pega dinheiro, pega tudo. Tem que chegar lá e gastar também, dividir as despesas, dividir as broncas. Eles querem gente que vá produzir”, explica Alair Gonçalves, pecuarista e corretor especializado em áreas rurais em Roraima.

    De fato, segundo John Edghill, diretor da agência de investimentos da Guiana, há 20 anos alguns estrangeiros pegaram terras para cultivar abacaxi e citrus e não fizeram nada. As áreas acabaram retomadas pelo governo.

    “Vocês, brasileiros, têm a experiência”, diz ministro da Agricultura

    Em encontro com visitantes brasileiros em Georgetown, acompanhados pela reportagem da Gazeta do Povo, o ministro da Agricultura da Guiana, Zulfikar Mustapha, expôs as ambições agrícolas do país: reduzir as importações de alimentos em 25% até 2030 e transformar a Guiana em um hub de exportação agropecuária para os 15 membros da Comunidade do Caribe (Caricom).

    Para alcançar a autossuficiência, o ministro sinalizou interesse na experiência brasileira com commodities agrícolas. “Vocês, brasileiros, têm produzido commodities como milho e soja em larga escala e por muitos anos. Vocês têm a experiência”, disse Mustapha.

    Ele também destacou o potencial da pecuária industrial voltada ao abate halal, mercado favorecido pela proximidade cultural e religiosa da Guiana com outros países, já que cerca de 40% da população é descendente de indianos e 7% seguem o islamismo. Além disso, apontou oportunidades em aquicultura, produção de água de coco, frutas e hortaliças.

    Ministro da Agricultura da Guiana, Zulfikar Mustapha, explica oportunidades para produtores brasileirosMinistro da Agricultura da Guiana, Zulfikar Mustapha, explica oportunidades para produtores brasileiros (Foto: Marcos Tosi)

    A urgência, contudo, está no cultivo de grãos. A Guiana precisará de muita soja e milho para expandir a produção de frango, proteína mais consumida no Caribe.

    Richard Blair, conselheiro e representante do governo junto ao Caricom, assegurou que o país está estruturando um banco de investimentos, no modelo do BNDES brasileiro, para injetar recursos no financiamento da agricultura. Um produtor já radicado na Guiana revelou que paga 0,5% de juros por ano na linha de crédito de apoio à agropecuária.

    Guiana propõe parceria com produtores locais

    Além de ceder as terras por uma espécie de comodato, a Guiana não cobra impostos sobre maquinários agrícolas nem sobre a produção rural. Uma solução rápida para quem não quer qualquer burocracia é se associar a fazendeiros locais.

    “Podemos ligar vocês com os produtores que têm a terra, daí já podem começar a produzir imediatamente. Façam a proposta, façam o projeto, e a Guiana vai tratar com muita atenção. Somos um lugar aberto para investir e trabalhar”, enfatizou o ministro Mustapha.

    “Precisamos de propostas para poder trabalhar, e sem burocracia. Nossa intenção é acelerar as coisas”, completou.

    Apesar dos convites e acenos, restam obstáculos relevantes. Não há, no país, nenhuma grande trading agrícola nem esmagadora de soja, para extração de óleo e farelo, o que gera um impasse: vale plantar antes de ter para quem vender?

    Para o empresário de transportes Pedro Thiago Acordi, esse é um gargalo que não pode ser negligenciado. “Dois produtores de Roraima que pensaram em plantar soja aqui viram que a Guiana não teria para quem vender o farelo. Eles falam em construir aviários, mas isso não se faz do dia para a noite”.

    E acrescenta: “Eles querem o investidor agrícola, mas não podem tratar o brasileiro como funcionário deles, dando terra e querendo mandar em tudo. A gente vê o poder de realização das obras, mas, em contrapartida, é um país cooperativista. Eles querem ser donos da situação e estar no centro”.

    Produtores percorreram cerca de 2 mil km na Guiana, para analisar in loco as oportunidadesProdutores percorreram cerca de 2 mil km na Guiana, para analisar in loco as oportunidades (Foto: Marcos Tosi) (Foto: Marcos Tosi / Gazeta do Povo)

    “Se fizer uma esmagadora, vai todo mundo”, diz produtor

    A preocupação com ausência de tradings ou esmagadoras — indústrias que processam grãos como soja para extrair óleo e farelo — não será impedimento para a agricultura avançar no país, segundo o economista e conselheiro do governo da Guiana, Richard Blair.

    “Entendemos a necessidade dessas empresas. Mas à medida que os investimentos maciços ocorrerem, haverá impulso para essas oportunidades, e elas certamente virão”, disse.

    Blair admitiu não saber precisar a quantidade de terras disponíveis para cultivo de grãos, mas comprometeu-se a fazer o levantamento.

    Tantas dúvidas, ao mesmo tempo que aparentam ser entrave, podem representar também uma oportunidade para quem chegar primeiro. “Temos que ajudá-los nesse começo. O caminho é mapear as áreas produtivas, ver onde chove bem e se há terra disponível. Alguns investidores planejam fazer uma esmagadora por lá. Se fizer a esmagadora, daí vai todo mundo. Onde vai um ou dois produtores, vão logo três e vai todo mundo”, diz Alair Gonçalves.

    Estradas de terra ainda marcam paisagem na Guiana, que avança com rodovias pavimentadas graças aos petrodólaresEstradas de terra ainda marcam paisagem na Guiana, que avança com rodovias pavimentadas graças aos petrodólares (Foto: Marcos Tosi) (Foto: Marcos Tosi / Gazeta do Povo)

    Ambição de ser mais do que um corredor logístico

    Localizada numa área remota próxima a Linden, a fazenda do paranaense Emílio Araújo está estrategicamente às margens do Rio Berbice. “Esse rio para nós é tudo. É um corredor por onde recebemos insumos do Egito, da Rússia e da República Dominicana. Toda nossa produção de soja ou farelo também será escoada por ele”, destaca Araújo.

    O potencial logístico, porém, ainda não é plenamente aproveitado: o assoreamento em alguns trechos limita a navegação a pequenas barcaças, obrigando a fazenda a armazenar 11 mil toneladas de soja em silos construídos pelo governo.

    Mesmo assim, o produtor mantém o otimismo: “Acredito que a Guiana nos próximos anos será um corredor logístico e também irá alimentar todo esse Caribe.

    Incertezas e falta de estrutura dividem avaliação de produtores

    As percepções dos brasileiros que visitaram a Guiana estão divididas. Enquanto alguns se preocupam com a ausência de projetos claros de desenvolvimento, outros enxergam na boa vontade do governo e na capacidade de investimento impulsionada pelos petrodólares, uma espécie de garantia de que as coisas acabarão avançando, cedo ou tarde.

    Um dos organizadores da visita, o ex-ministro da Agricultura Antonio Cabrera, que também é produtor rural, encara as dúvidas e hesitações com naturalidade.

    “Foi uma expedição exploratória. Mas entendo que é nessas dificuldades que aparecem realmente as grandes oportunidades. No médio prazo, existem dificuldades, como terminar o asfalto e acertar acordos aduaneiros internacionais, mas as fronteiras devem se abrir”, diz Cabrera.

    Solo da savana guianense é parecido com o do Cerrado do Centro-Oeste brasileiro e do Lavrado do Norte do país Solo da savana guianense é parecido com o do Cerrado do Centro-Oeste brasileiro e do Lavrado do Norte do país (Foto: Marcos Tosi) (Foto: Marcos Tosi / Gazeta do Povo)

    As conversas com o governo guianense precisarão de novas rodadas antes que mais produtores se convençam de que vale a pena plantar do outro lado da fronteira.

    “Está faltando um projeto claro e objetivo que apresente as áreas agricultáveis do país, que elenque e planilhe esses quantitativos. Só o dinheiro (do petróleo) não resolve”, sublinha Anderson Walcz, dono da Plantar, consultoria para projetos e soluções ambientais com sede em Boa Vista, Roraima.

    Produtor de Roraima diz que dará “o primeiro passo”

    Já Alair Gonçalves ficou com poucas dúvidas. Trata-se, segundo ele, de oportunidade que não se encontra em outro lugar. Além disso, a nova rodovia transamazônica, da fronteira do Brasil até o porto de Georgetown, está em plena execução, e o petróleo garante que não faltarão os recursos.

    Diante do desafio, o pecuarista já se convenceu: irá buscar grupos de investidores para retornar à Guiana, dessa vez já levando na bagagem propostas concretas.

    “Eu vi um grande futuro ali na área do café, de fruticultura, com melancia, abacaxi, manga, banana, hortaliças e temperos, e ainda queijo e leite. Investimentos de pequenos também vão para frente”, diz.

    “Vamos nos colocarmos à disposição para ajudar no georreferenciamento para definir as áreas com aptidão agrícola e mostrar aos brasileiros algo já mapeado”, conclui Alair.

    • O jornalista viajou a convite da Associação dos Produtores de Soja de Roraima (Aprosoja-RR)

    VEJA TAMBÉM:

    • Movida a petrodólares, Guiana avança com estrada histórica que o Brasil nunca terminou

    • Impacto de 0,054% em reserva indígena impede avanço de ferrovia de mil quilômetros

    FONTE

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr E-mail
    AGENCIA CAF
    • Local na rede Internet

    Related Posts

    Impactos e Riscos para o Agronegócio

    maio 24, 2026

    Entenda por que é difícil parar de ser sedentário – 23/05/2026 – Equilíbrio

    maio 24, 2026

    Chile quer ampliar exportações ao Brasil

    maio 23, 2026

    Ebola: Vacina britânica deve ficar pronta em dois meses – 22/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

    maio 22, 2026

    Chile amplia exportações de alimentos para o Brasil em 2026

    maio 22, 2026

    SUS incorpora novo exame para detectar câncer de intestino – 21/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

    maio 21, 2026

    Deixe uma resposta Cancelar resposta

    Top Posts

    Wenceslau Júnior lança pré-candidatura a deputado estadual em evento nesta sexta-feira (24), em Itabuna

    abril 17, 202614 Visualizações

    Datafolha: Brasileiros se informam por TV e redes sociais – 09/03/2026 – Política

    março 10, 202611 Visualizações

    Polilaminina não pode ofuscar reabilitação, diz médica – 07/03/2026 – Equilíbrio e Saúde

    março 8, 202611 Visualizações
    Não perca

    Impactos e Riscos para o Agronegócio

    maio 24, 2026

    Meteorologistas alertam para a formação de um Super El Niño em 2026, com 80% de…

    Mmotociatas não estão nos planos de Flávio Bolsonaro – 24/05/2026 – Painel

    maio 24, 2026

    ‘Quem Ama Cuida’: Romulo Arantes Neto se despede de Pituxo – 23/05/2026 – Televisão

    maio 24, 2026

    Mato-grossense vence Miss Hispanic Brasil e vai a mundial – 23/05/2026 – De faixa a coroa

    maio 24, 2026
    Manter contato
    • Facebook
    • YouTube
    • TikTok
    • Whatsapp
    • Twitter
    • Instagram
    Últimas revisões
    Comércio

    Cinco filmes sobre futebol que tratam o esporte como ele merece

    fevereiro 19, 202610 Visualizações

    Morre aos 78 anos o ator e diretor Dennis Carvalho

    fevereiro 28, 20266 Visualizações

    6 filmes no streaming para assistir com a família na Páscoa

    abril 1, 20265 Visualizações
    Indústria

    Impactos e Riscos para o Agronegócio

    maio 24, 2026

    Entenda por que é difícil parar de ser sedentário – 23/05/2026 – Equilíbrio

    maio 24, 2026

    Chile quer ampliar exportações ao Brasil

    maio 23, 2026

    Assine para atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    Giro Itabuna
    • Anunciar
    Copyright © 2026. Todos os Direitos Reservado.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.