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    Home » Produtores de MG miram em exportação de avocado
    Saúde

    Produtores de MG miram em exportação de avocado

    AGENCIA CAFPor AGENCIA CAFmarço 30, 2026Nenhum comentário8 minutos de leitura0 Visualizações
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    O abacate, fruta dos quintais das avós que só aparecia adoçado ou em vitaminas, pode ser o novo ouro da produção nacional. O Brasil abriu 2026 com expectativa de forte avanço nas exportações da fruta, tendo como polos produtores os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

    Enquanto São Paulo produziu 161.454 toneladas da fruta em 10.356 hectares, conforme base do IBGE de 2024, Minas chegou a 135.624 toneladas em 8.053 hectares. Em terceiro aparece o Paraná, com 32.320 toneladas de abacate em 1.839 hectares.

    O resultado reforçou o peso da fruticultura em um mercado que agora busca ampliar presença no exterior. Para este ano, a perspectiva é de um crescimento ainda mais expressivo.

    A projeção no setor é de cerca de 60 mil toneladas a mais para a safra, com 40 mil a 45 mil toneladas destinadas à exportação, segundo a Associação Abacates do Brasil. No ano anterior, a produção brasileira destinou cerca de 25 mil toneladas para o exterior.

    Alberto Penariol, presidente da associação Abacates do Brasil e produtor de avocado, é otimista e acredita no potencial dos pomares brasileiros. “Na primavera de 2025 o Brasil teve um clima muito favorável para o abacate. E novas áreas estão começando a entrar em produção”, diz ele.

    Em Minas, estado que tem mais de 12 mil hectares dedicados à fruta, a perspectiva é animadora. Segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, em terras mineiras a produção de abacate está concentrada em cinco regiões. O Alto Paranaíba liderou em 2024, com 57.440 toneladas, o equivalente a 42,35% da produção estadual.

    Em seguida, vieram o Sul de Minas, com 47.798 toneladas (35,24%); o Triângulo Mineiro, com 7.549 toneladas (5,57%), a Zona da Mata, com 6.434 toneladas (4,74%), e a Região Central, com 5.230 toneladas (3,86%). No recorte municipal, os maiores produtores foram:

    • Rio Paranaíba, com 22.140 toneladas (16,32% da produção estadual);
    • Sacramento, com 12.075 toneladas (8,90%);
    • Carmo da Cachoeira, com 11.550 toneladas (8,52%);
    • Três Corações, com 9.900 toneladas (7,30%);
    • Campos Altos, com 4.940 toneladas (3,64%).

    Os números reforçam a posição de destaque do estado em um momento em que o mercado internacional mostra mais interesse por frutas frescas e mais exigência em qualidade e regularidade de oferta.

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    Avocado tipo Hass é único voltado para exportação; tropicais ficam no mercado interno

    De todas as variedades da fruta que são produzidas em Minas Gerais (Breda, Fortuna, Geada, Margarida, Ouro Verde, Quintal e Hass), só o tipo Hass, mais conhecido como avocado, é direcionado para exportação, enquanto as outras, chamadas de “tropicais”, são totalmente absorvidas pelo mercado interno.

    A explicação está nas características que diferenciam esse tipo de abacate: o tamanho menor e a casca mais grossa do Hass fazem com que a maturação completa seja ainda mais lenta, além de deixá-lo mais resistente. Assim, a fruta aguenta o período de transporte em contêineres até seu destino.

    O coordenador técnico de fruticultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), Deny Sanábio, reitera que existe uma demanda internacional pelo tipo específico da fruta. “Quem está pensando em exportação já vai direto para o Hass, que é o único que tem demanda. Os outros abacates são grandes, o que vai na contramão de tendência de mercado. Principalmente fora do Brasil, a tendência é por frutas pequenas”, comenta ele.

    Famílias menores e o acréscimo de pessoas que vivem sozinhas reforçam a busca por pequenas porções, acrescenta o técnico. A maturação lenta, segundo Sanábio, é outra característica do abacate que atrai novos produtores.

    “O abacate é uma fruta climatérica. Quer dizer que o fruto continua o processo de maturação após a retirada da planta. Diferente do que acontece com a tangerina, que se colher verde, ela vai ficar verde; se estiver ácida, vai ficar ácida. Isso é uma vantagem muito boa porque o produtor pode colher, transportar para onde ele vai ser comercializado, e vai ficar na gôndola por um tempo maior”, compara.

    Outro aspecto relevante é o sabor. O avocado tem um percentual de gordura maior, e sabor mais intenso, que combina com receitas salgadas, forma que é mais consumida na maioria dos países da América Latina.

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    Plantio em altitude acima de 1,5 mil metros em Minas estende safra e diferencia produto

    O início da produção comercial de abacates no Brasil tem início, há 30 anos, no norte do Paraná e na região central de São Paulo. Aos poucos, migrantes dessas regiões foram para São Gotardo (MG), levando a produção dos tipos tropicais do abacate.

    As fazendas eram pequenas e, geralmente, as famílias mantinham o mercado bastante fechado. Alberto Penariol, que foi executivo de multinacionais no setor da agroindústria, conta que se aprofundou na cultura do abacate a partir de 2020, quando foi convidado para ser diretor-executivo das operações de um grupo chileno que estava iniciando a produção de abacate no sul de Minas.

    “Eu tinha uma visão de que o abacate você ganha do teu vizinho. E eu falava: ‘ninguém compra abacate’. Quando recebi o convite para ser o presidente desse grupo aqui no Brasil é que eu fui começar a olhar um pouquinho mais esse mercado, principalmente do Hass”, conta.

    Com o cargo, passou a estudar e percebeu que havia um mercado inexplorado. “O mercado mundial era gigantesco e eu não fazia ideia. O Brasil desconhecia”.

    Estado de Minas Gerais concentra um dos fotos de crescimento na produção e exportação de avocado.Países Baixos e Argentina são principais destinos do avocado de Minas Gerais. (Foto: Fernanda Fabrino/Epamig/Agência Minas)

    Com a experiência em Poços de Caldas, Penariol percebeu a oportunidade de investir. Em 2022, com um grupo de investidores que tinha interesse no ramo, montou uma empresa com objetivo de plantar em altitudes maiores e escolheu a Serra da Mantiqueira, um ambiente muito diferente das regiões onde se plantava a fruta, que são mais baixas (entre 500 e 600 metros de altitude) e com uma primavera mais seca e quente.

    “Em São Gotardo, que é 1 mil metros, 900 metros, já é um clima um pouco mais ameno, tem noites mais frescas. No interior de São Paulo, tem dia quente e noite quente, e isso começou a afetar a produção. E aí que surgiu a ideia. Eu chamei esses investidores e falei: ‘e se a gente for mais alto ainda? For a 1,5 mil, 1,6 mil metros e conseguir produzir em julho, agosto, setembro?’”, conta Penariol, explicando a intenção de estender a safra do avocado, que vai de fevereiro a outubro.

    Para o produtor, Minas tem diversos atrativos para o mercado: muitas áreas acima dos mil metros, bom solo, e boa logística — e nisso a região sul do estado se destaca. “Minas Gerais é onde está o grande foco de crescimento, está recebendo cada vez mais investidores porque tem essa possibilidade, tem uma logística boa, está perto dos grandes centros consumidores. A região que está às margens da (rodovia) Fernão Dias está crescendo bastante por causa da logística”, afirma.

    Penariol aponta ainda que a região da Serra da Canastra também tem crescido, em razão do ótimo clima e altitude, mas ainda tem uma logística pouco atraente.

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    Mercado externo exige preparo e qualificação

    No comércio exterior, o estado mineiro também avançou. Em 2025, Minas Gerais registrou US$ 12,8 milhões em exportações de abacate e 7 mil toneladas embarcadas, melhor resultado da série recente. Na comparação com 2024, houve crescimento de 135% em valor e de 160% em volume.

    Os principais destinos do abacate mineiro foram os Países Baixos e a Argentina, dentro de um universo de oito mercados compradores. No estado, destacaram-se como principais municípios exportadores Rio Paranaíba, São Gotardo e Ibiá.

    Entre as iniciativas públicas voltadas à fruticultura, o estado conta com o “Certifica Minas Frutas”, coordenado pelo governo estadual. O programa estabelece padrões de boas práticas agrícolas, rastreabilidade e sustentabilidade na produção.

    Reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, a certificação contribui para que os produtores atendam às exigências sanitárias, ambientais e de qualidade cobradas por mercados internacionais. Na prática, o mecanismo fortalece a competitividade da fruticultura mineira, agrega valor ao produto e amplia as possibilidades de inserção em cadeias de exportação.

    Países Baixos e Argentina são principais destinos do avocado de Minas Gerais.

    Outra frente informada pelo governo é o “Agroexporta”, iniciativa voltada ao estímulo da cultura exportadora no agronegócio mineiro. O programa atua com ações de orientação, articulação institucional e apoio à promoção comercial, aproximando produtores e agroindústrias das oportunidades no mercado externo.

    Para Penariol, antes de investir no abacate, especialmente o Hass, o produtor precisa definir muito bem o local do pomar, o período de colheita e a estratégia comercial. Para ele, especialmente os pequenos produtores, que têm até 70 hectares para cultivo, precisam estar atentos a esses fatores.

    “Eu acredito que um produtor de pequeno e médio porte tem que estar alinhado numa cadeia de ponta a ponta. Tem que pensar o seguinte: ‘para onde eu vou mandar essa fruta? Onde eu vou plantar, o clima é bom, ameno? Qual é a janela de colheita e o que eu vou fazer com essa fruta?'”, detalha.

    O produtor ainda reforça que esse é um mercado em que os produtores precisam estar organizados e entrar apenas pela moda pode transformar sonho em pesadelo. “Um ponto muito importante sobre o setor é buscar informações e pessoas que conheçam o assunto. No abacate tropical, se um produtor quiser plantar uns pés no sítio dele, vai ter comprador local, não precisa ter certificações de qualidade. Com o avocado tem que ter a certificação, vai ter que ter um parceiro (para comercializar). Então, é preciso buscar ajuda”.

    FONTE

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