Fechar menu
Giro ItabunaGiro Itabuna

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    O que há de novo

    Impactos e Riscos para o Agronegócio

    maio 24, 2026

    Mmotociatas não estão nos planos de Flávio Bolsonaro – 24/05/2026 – Painel

    maio 24, 2026

    ‘Quem Ama Cuida’: Romulo Arantes Neto se despede de Pituxo – 23/05/2026 – Televisão

    maio 24, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Anunciar
    • Contato
    • Política de Privacidade
    • Termos De Uso
    Giro ItabunaGiro Itabuna
    • Início
    • Cultura
    • Beleza
    • Saúde
    • Política
    • Fofocas
    Giro ItabunaGiro Itabuna
    Home » Tabela SUS Paulista reforça caixa dos hospitais – 28/03/2026 – Equilíbrio e Saúde
    Saúde

    Tabela SUS Paulista reforça caixa dos hospitais – 28/03/2026 – Equilíbrio e Saúde

    AGENCIA CAFPor AGENCIA CAFmarço 28, 2026Nenhum comentário6 minutos de leitura0 Visualizações
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegrama Tumblr E-mail
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    Uma das principais apostas do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) na saúde, a chamada Tabela SUS Paulista fortaleceu o caixa dos hospitais e é associada ao aumento do número de procedimentos. O modelo, porém, enfrenta críticas por não reduzir filas de espera nem atacar problemas estruturais da área.

    Criado em 2024, o programa já injetou quase R$ 9 bilhões na rede conveniada ao SUS e busca reduzir o descompasso entre os custos reais dos procedimentos e os valores pagos pela União. Além do estado de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo adotaram estratégias semelhantes.

    Em 2025, por exemplo, a tabela nacional pagava R$ 71,15 por uma biópsia de fígado por punção. A complementação paulista acrescentou R$ 142,30, elevando o valor total para R$ 213,25 —66,7% a mais.

    A medida beneficia especialmente instituições filantrópicas, como as Santas Casas, responsáveis por cerca de metade dos atendimentos hospitalares no estado e historicamente pressionadas por custos crescentes, defasagem da tabela federal e problemas de gestão.

    Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a ausência de atualização dos valores pagos pelo Ministério da Saúde compromete a capacidade de custeio dos serviços e transfere a estados e municípios o ônus de financiar a produção que excede os limites federais.

    Gestores de hospitais públicos e filantrópicos afirmam que o impacto da tabela paulista se traduz em aumento de produção. Em 2025, São Paulo registrou 1,25 milhão de cirurgias eletivas e deve fechar 2026 com cerca de 1,4 milhão, quase o dobro de gestões anteriores.

    O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, diz que o maior impacto ocorreu em áreas de maior complexidade: entre 2022 e 2025, essas internações passaram de 224.746 para 306.897. No mesmo período, o total de hospitalizações subiu de 2,5 milhões para 2,9 milhões, o equivalente à abertura de mais de 8.500 leitos, segundo o secretário.

    Ele também destaca a alta de atendimentos ambulatoriais, sobretudo na oncologia, com aumento acima de 25% nas sessões de quimioterapia e radioterapia —cerca de 233 mil a mais. “A importância da Tabela SUS Paulista não é só no financiamento da saúde, mas principalmente na vida das pessoas. Ampliamos com qualidade em todas as regiões do estado”, afirma Paiva.

    Em 2025, o investimento estadual em saúde chegou a R$ 31,55 bilhões (14,16% do orçamento), ante R$ 23,96 bilhões (12,85%) em 2022. Ainda assim, a secretaria sustenta que o subfinanciamento federal fragiliza a rede e compromete o planejamento regional.

    Na oncologia, a pasta aponta uma assimetria ainda maior: entre 2023 e 2025, o aporte federal somou cerca de R$ 472 milhões, valor inferior ao déficit mensal estimado da rede estadual de R$ 100 milhões —mais de R$ 1,2 bilhão ao ano em procedimentos não cobertos pela União. Somados os municípios, o desequilíbrio anual chegaria a R$ 2,5 bilhões, segundo a secretaria.

    O Ministério da Saúde contesta essa leitura. Em nota, afirma que o orçamento federal para a área é 77% maior do que em 2022, alcançando R$ 247,5 bilhões em 2026, o maior da história do SUS. A pasta cita iniciativas como o programa Agora Tem Especialistas, que teria modernizado a forma de financiamento da atenção especializada e superado o modelo da antiga tabela SUS.

    Segundo o ministério, não corresponde à verdade atribuir os ganhos de produção principalmente a ações locais. No caso das cirurgias eletivas, diz, São Paulo teve crescimento de 32% entre 2022 e 2025, abaixo da média nacional de 42%. Estados como Paraíba (79%), Ceará (64%), Minas Gerais (63,8%) e Rio de Janeiro (57%) tiveram avanços maiores.

    A pasta também afirma que 2025 registrou recorde de cirurgias eletivas, com 14,8 milhões de procedimentos (42% acima de 2022), e de internações hospitalares, com aumento de 33,6%.

    Entre pesquisadores, também há dúvidas sobre a associação direta entre a tabela paulista e o aumento da produção. Segundo a economista Mariana Alves, do Instituto Walter Leser, parte da expansão decorre de políticas federais adotadas após a flexibilização do teto de gastos, que ampliou os recursos para o SUS.

    “A ampliação da oferta em São Paulo está mais relacionada ao aumento de recursos federais, especialmente na oncologia e nas políticas de redução de filas, do que à tabela paulista”, afirma. Ela lembra que as redes estadual e municipal recebem recursos federais também por outras formas de cofinanciamento, além da tabela SUS nacional.

    Dados do governo estadual indicam que, em 2025, o valor total da complementação da Tabela SUS Paulista com recursos estaduais foi de R$ 4,72 bilhões e o valor correspondente ao aporte do governo federal foi de R$ 7,18 bilhões, totalizando cerca de R$ 11,9 bilhões. Ou seja, o aporte do governo federal foi de cerca de 61% do total realizado.

    Cuide-se

    Ciência, hábitos e prevenção numa newsletter para a sua saúde e bem-estar

    Para Aparecida Pimenta, também do Instituto Walter Leser e ex-presidente do Conasems-SP, Conselho de Secretários Municipais da Saúde, há um descompasso entre o discurso do governo paulista e a realidade. “O que vemos são pessoas em filas, falta de medicamentos especializados e dificuldades de acesso”, diz.

    A Secretaria de Estado da Saúde reconhece que o sistema de saúde é fragmentado e afirma que não existe uma fila de espera única, mas várias —entre elas a estadual. Questionada sobre o tamanho dessa fila e o impacto da tabela paulista sobre ela, a pasta não respondeu.

    Para Edson Rogatti, presidente da confederação das Santas Casas, a tabela paulista foi decisiva para evitar o colapso financeiro de hospitais filantrópicos. “Foi a salvação”, afirma. Segundo ele, o modelo estimulou a abertura de leitos e o aumento da produção. “Quanto mais você produz, mais recebe.”

    O dirigente, porém, aponta um entrave: o teto de repasses federais. Como muitas instituições já produzem acima desse limite sem remuneração, ele defende a ampliação dele para sustentar a expansão da oferta.

    O Hospital das Clínicas de São Paulo também relata impactos positivos após a tabela paulista: em 2025, as cirurgias cresceram 30% em relação a 2023, passando de 37.300 para 48.592. Houve ainda aumento de 17% nas internações, 14% nos transplantes, 11% nos leitos operacionais e 24% nos exames laboratoriais.

    “Operávamos em cenário de subfinanciamento crônico. A tabela permitiu ampliar a produção com receita capaz de cobrir custos e viabilizar reinvestimentos”, diz o superintendente Antonio José Rodrigues Pereira.

    Especialistas em gestão de serviços, no entanto, avaliam que a política tem caráter paliativo: ameniza a crise financeira dos hospitais, mas não resolve problemas estruturais do SUS, como o subfinanciamento, a fragmentação da rede e a centralidade excessiva no hospital em detrimento da atenção primária.

    Para Marcelo Carnielo, da Planisa, a multiplicação desse modelo cria distorções regionais, com valores diferentes para um mesmo procedimento. Ele critica também a falta de transparência na definição dos valores e a dificuldade de separar o impacto dos recursos estaduais e federais.

    Outro problema seria o reforço de um modelo de remuneração baseado no volume de procedimentos, sem considerar qualidade ou desfechos clínicos. “Quanto mais se faz, mais se recebe, independentemente do resultado.”

    FONTE

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr E-mail
    AGENCIA CAF
    • Local na rede Internet

    Related Posts

    Impactos e Riscos para o Agronegócio

    maio 24, 2026

    Entenda por que é difícil parar de ser sedentário – 23/05/2026 – Equilíbrio

    maio 24, 2026

    Chile quer ampliar exportações ao Brasil

    maio 23, 2026

    Ebola: Vacina britânica deve ficar pronta em dois meses – 22/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

    maio 22, 2026

    Chile amplia exportações de alimentos para o Brasil em 2026

    maio 22, 2026

    SUS incorpora novo exame para detectar câncer de intestino – 21/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

    maio 21, 2026

    Deixe uma resposta Cancelar resposta

    Top Posts

    Wenceslau Júnior lança pré-candidatura a deputado estadual em evento nesta sexta-feira (24), em Itabuna

    abril 17, 202614 Visualizações

    Datafolha: Brasileiros se informam por TV e redes sociais – 09/03/2026 – Política

    março 10, 202611 Visualizações

    Polilaminina não pode ofuscar reabilitação, diz médica – 07/03/2026 – Equilíbrio e Saúde

    março 8, 202611 Visualizações
    Não perca

    Impactos e Riscos para o Agronegócio

    maio 24, 2026

    Meteorologistas alertam para a formação de um Super El Niño em 2026, com 80% de…

    Mmotociatas não estão nos planos de Flávio Bolsonaro – 24/05/2026 – Painel

    maio 24, 2026

    ‘Quem Ama Cuida’: Romulo Arantes Neto se despede de Pituxo – 23/05/2026 – Televisão

    maio 24, 2026

    Mato-grossense vence Miss Hispanic Brasil e vai a mundial – 23/05/2026 – De faixa a coroa

    maio 24, 2026
    Manter contato
    • Facebook
    • YouTube
    • TikTok
    • Whatsapp
    • Twitter
    • Instagram
    Últimas revisões
    Comércio

    Cinco filmes sobre futebol que tratam o esporte como ele merece

    fevereiro 19, 202610 Visualizações

    Morre aos 78 anos o ator e diretor Dennis Carvalho

    fevereiro 28, 20266 Visualizações

    6 filmes no streaming para assistir com a família na Páscoa

    abril 1, 20265 Visualizações
    Indústria

    Impactos e Riscos para o Agronegócio

    maio 24, 2026

    Entenda por que é difícil parar de ser sedentário – 23/05/2026 – Equilíbrio

    maio 24, 2026

    Chile quer ampliar exportações ao Brasil

    maio 23, 2026

    Assine para atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    Giro Itabuna
    • Anunciar
    Copyright © 2026. Todos os Direitos Reservado.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.