Fechar menu
Giro ItabunaGiro Itabuna

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    O que há de novo

    Mato-grossense vence Miss Hispanic Brasil e vai a mundial – 23/05/2026 – De faixa a coroa

    maio 24, 2026

    Entenda por que é difícil parar de ser sedentário – 23/05/2026 – Equilíbrio

    maio 24, 2026

    DC lança Joaquim Barbosa à Presidência em vídeo feito com IA

    maio 23, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Anunciar
    • Contato
    • Política de Privacidade
    • Termos De Uso
    Giro ItabunaGiro Itabuna
    • Início
    • Cultura
    • Beleza
    • Saúde
    • Política
    • Fofocas
    Giro ItabunaGiro Itabuna
    Home » Entenda por que é difícil parar de ser sedentário – 23/05/2026 – Equilíbrio
    Saúde

    Entenda por que é difícil parar de ser sedentário – 23/05/2026 – Equilíbrio

    AGENCIA CAFPor AGENCIA CAFmaio 24, 2026Nenhum comentário6 minutos de leitura0 Visualizações
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegrama Tumblr E-mail
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    Você provavelmente já se cansou de ouvir que a atividade física faz bem e deveria praticá-la. Há gente correndo no bairro: gente correndo no bairro, academias cheias, vídeos de treino aparecendo o tempo todo nos feeds de notícias das plataformas digitais. A impressão é de que todo mundo se exercita.

    Mas essa sensação é enganosa. Ela nasce de um atalho comum no nosso cérebro: damos mais peso ao que vemos com frequência no nosso entorno imediato —e, hoje, isso inclui as redes sociais. É o que podemos chamar de ilusão do mundo ativo. Na prática, uma série de pesquisas tem mostrado o contrário: a população mundial está mais inativa do que nunca.

    Essa contradição levanta uma pergunta incômoda: se há uma quantidade crescente de boas evidências científicas documentando que se movimentar é importante para cuidar do nosso bem mais precioso —a saúde— por que ainda escolhemos o sofá?

    Essa questão não é nova para mim. Ela começou a me intrigar há cerca de 15 anos, quando comecei a dar aulas em uma academia de musculação. Desde então, entre prática e pesquisa, fui percebendo que o problema não está apenas no acesso à informação, mas em algo mais profundo: o modo como nos motivamos, fazemos escolhas e tomamos decisões no dia a dia.

    A dificuldade de aderir

    Aderir à atividade física é um dos grandes desafios da saúde pública contemporânea. Apesar de décadas de campanhas, diretrizes e recomendações, como as da OMS (Organização Mundial da Saúde), grande parte da população ainda não atinge os níveis mínimos de atividade física. E ainda que o conhecimento sobre os benefícios do exercício se expandiu, os níveis de sedentarismo permanecem altos — e, em muitos casos, aumentaram.

    Isso revela um limite importante do modelo tradicional de comunicação nesse campo: a ideia de que informar é suficiente para mudar comportamento. Não é o que vemos. É nesse contexto que se insere um artigo recente em que colegas e eu reunimos evidências de diferentes áreas para entender por que as diretrizes atuais não têm produzido os efeitos esperados.

    No comentário científico “Base comportamental humana para recomendar mudanças nas diretrizes de atividade física”, publicado em 2026 na revista Sports Medicine and Health Science, mostramos que o descompasso entre as recomendações e como as pessoas realmente tomam decisões no dia a dia.

    Evidências cada vez mais consistentes mostram que o comportamento humano não é guiado apenas pela racionalidade. Saber que algo é bom não significa fazê-lo. Não por acaso, estudos indicam que quase metade das pessoas que pretendem se exercitar não consegue transformar essa intenção em ação.

    De olho nas recompensas

    Para entender esse descompasso, é preciso olhar para além da lógica e considerar fatores comportamentais. Do ponto de vista psicológico, o exercício físico envolve custos imediatos (como esforço, tempo, desconforto e às vezes dinheiro), enquanto muitos dos seus benefícios mais valorizados (como prevenir doenças ou aumentar a longevidade) estão no futuro.

    Neste cenário, nosso cérebro tende a favorecer recompensas imediatas. Esse fenômeno, conhecido como desconto hiperbólico, ajuda a explicar por que é tão fácil trocar um treino por permanecer deitado no sofá, “rolando” as redes sociais ou assistindo a uma série. São atividades recompensadoras no presente, ainda que nem sempre benéficas no longo prazo.

    Além disso, a decisão de se exercitar não passa apenas por cálculos conscientes. Emoções, hábitos, experiências anteriores e contexto social exercem um papel decisivo —muitas vezes automático. É aqui que entra um ponto central destacado pelas pesquisas mais recentes —e reforçado pelo nosso comentário científico: o que sentimos durante a prática importa muito.

    Evidências mostram que experiências positivas durante o exercício aumentam as chances de continuidade. Por outro lado, sensações de desconforto, vergonha ou inadequação podem gerar rejeição duradoura. Isso ajuda a explicar por que motivações iniciais —geralmente ligadas à saúde, ao condicionamento físico ou à estética— são importantes, mas insuficientes para sustentar o hábito.

    Prazer na experiência faz diferença

    Na prática, todo mundo conhece alguém que passou por isso: começou a se exercitar com muita vontade e empolgação, mas, passadas algumas semanas, desistiu. O problema aí não era falta de informação — era a experiência.

    A psicologia do exercício mostra que essas experiências constroem uma espécie de memória afetiva, que influencia —muitas vezes de forma automática— a decisão de repetir ou evitar o comportamento. Sentimentos de autonomia, competência e pertencimento também entram nessa equação: são necessidades psicológicas fundamentais para sustentar a motivação ao longo do tempo.

    Ao mesmo tempo, fatores mais amplos não podem ser ignorados. Mudanças sociais como urbanização, uso intensivo de tecnologias e redução do movimento no trabalho e no deslocamento, contribuíram para um cotidiano estruturalmente mais sedentário.

    Além disso, nem toda atividade física é equivalente: esforços intensos e repetitivos em contextos de trabalho, com baixa autonomia e alto desgaste, nem sempre produzem os mesmos benefícios à saúde que atividades realizadas no lazer. Esse chamado “paradoxo da atividade física” reforça a necessidade de abordagens mais nuançadas.

    Novos pontos de vista

    A ciência ainda está avançando nessa resposta, mas o que encontramos até agora indica alguns caminhos consistentes. Pessoas tendem a relatar mais prazer em atividades de intensidade leve a moderada (embora algumas prefiram intensidades mais elevadas), realizadas em ambientes agradáveis —como ao ar livre e em contato com a natureza. Tornar o exercício uma atividade social, incorporar música e, sobretudo, permitir algum grau de escolha e autonomia também são estratégias que favorecem a aderência.

    Diante desse quadro, as evidências apontam para uma mudança importante de perspectiva. Se quisermos, de fato, aumentar os níveis de atividade física da população, precisamos ir mais além do que dizer às pessoas o quanto e por que se exercitar. É necessário considerar como elas vivenciam essa prática no cotidiano.

    Isso implica valorizar outras dimensões muitas vezes negligenciadas: prazer, autonomia, contexto social e benefícios imediatos. Talvez estejamos mais interessados no que podemos ganhar no curto prazo quando nos movimentamos —e esses ganhos são potentes, reais e começam no momento em que o corpo entra em ação, como melhora do humor, redução da ansiedade e sensação de bem-estar.

    Em outras palavras, pode ser que o caminho não seja reforçar apenas que o exercício “faz bem no futuro”, mas ajudar as pessoas a entender que ele já vale a pena agora. Porque, no fim, você precisa se sentir bem para querer repetir. E talvez seja essa inversão de lógica que esteja faltando: entender que o exercício físico não serve apenas para adicionar anos à vida —mas para adicionar vida aos anos.

    O texto foi publicado originalmente no The Conversation. Leia aqui

    FONTE

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr E-mail
    AGENCIA CAF
    • Local na rede Internet

    Related Posts

    Chile quer ampliar exportações ao Brasil

    maio 23, 2026

    Ebola: Vacina britânica deve ficar pronta em dois meses – 22/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

    maio 22, 2026

    Chile amplia exportações de alimentos para o Brasil em 2026

    maio 22, 2026

    SUS incorpora novo exame para detectar câncer de intestino – 21/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

    maio 21, 2026

    Dejetos suínos podem substituir fertilizantes importados

    maio 21, 2026

    Atividade física promove ‘limpeza’ do cérebro, diz estudo – 20/05/2026 – Equilíbrio

    maio 20, 2026

    Deixe uma resposta Cancelar resposta

    Top Posts

    Wenceslau Júnior lança pré-candidatura a deputado estadual em evento nesta sexta-feira (24), em Itabuna

    abril 17, 202614 Visualizações

    Datafolha: Brasileiros se informam por TV e redes sociais – 09/03/2026 – Política

    março 10, 202611 Visualizações

    Polilaminina não pode ofuscar reabilitação, diz médica – 07/03/2026 – Equilíbrio e Saúde

    março 8, 202611 Visualizações
    Não perca

    Mato-grossense vence Miss Hispanic Brasil e vai a mundial – 23/05/2026 – De faixa a coroa

    maio 24, 2026

    Manaus A mato-grossense Karla Nazário, 30, venceu na noite desta sexta-feira (22) a primeira edição…

    Entenda por que é difícil parar de ser sedentário – 23/05/2026 – Equilíbrio

    maio 24, 2026

    DC lança Joaquim Barbosa à Presidência em vídeo feito com IA

    maio 23, 2026

    Sheron Menezzes grava cena de acidente para a próxima novela das 19h em rua do Rio de Janeiro

    maio 23, 2026
    Manter contato
    • Facebook
    • YouTube
    • TikTok
    • Whatsapp
    • Twitter
    • Instagram
    Últimas revisões
    Comércio

    Cinco filmes sobre futebol que tratam o esporte como ele merece

    fevereiro 19, 202610 Visualizações

    Morre aos 78 anos o ator e diretor Dennis Carvalho

    fevereiro 28, 20266 Visualizações

    6 filmes no streaming para assistir com a família na Páscoa

    abril 1, 20265 Visualizações
    Indústria

    Entenda por que é difícil parar de ser sedentário – 23/05/2026 – Equilíbrio

    maio 24, 2026

    Chile quer ampliar exportações ao Brasil

    maio 23, 2026

    Ebola: Vacina britânica deve ficar pronta em dois meses – 22/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

    maio 22, 2026

    Assine para atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    Giro Itabuna
    • Anunciar
    Copyright © 2026. Todos os Direitos Reservado.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.